Setas e turmalinas

Casa de Cultura do Parque – de 9 de abril a 12 de junho

Vi a cidade silenciosa e duas turmalinas, a pedra que atrai a cinza. Vi as amarrações, as derrotas e as vitórias. Vi a paisagem sem folha, e o sol do outro lado. Uma noite longe. Vi a cadeira solitária, as beringelas e duas partes do outro. How this incredible transformation will end remains uncertain. Vi a mão aberta, a que tem a chave e a que grita. Vi um Posada pós-moderno, que adora a Santa Muerte. Vi um Satã romântico, meditando sobre as flechas. Vi o pau ereto. Vi a cobra engolindo seu rabo, vi os caminhos bordados do infinito. Fala-se em mar, fala-se em amar. Vi as tetas, e a máscara colonial. Vi mais que um olho e emblemas numinosos. Vi o horizonte, essa linha que discerne os mundos.
Imaginei a métrica utópica, ótica, poética. Um dia de chuva, vi as correntes de sangue. Uma pedra no caminho, a repetição. Vi a mulher, a power house, tudo se armando em luz ou escuridão. Vi a resistência no bico do japuíra, que imita o canto de outros pássaros. Vi o nariz, a orelha e a glande. A árvore morrenasce. Vi a iúna, e ouvi o seu canto – a sagração da vida pelo ritual da morte. Água de beber, tá me chamando.

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