Suzanne Jackson – Mistura

A primeira exposição de Suzanne Jackson no Brasil reúne uma cuidadosa seleção de obras que atravessam mais de cinco décadas da produção da artista. Desde o final dos anos 1960, Suzanne Jackson (1944) desenvolve uma prática que transita entre pintura, desenho, poesia e dança, entrelaçando memória, espiritualidade e experiência cotidiana. Sua produção recente é caracterizada por pinturas nas quais pigmentos, tecidos e medium acrílico translúcido parecem suspensos no espaço, criando superfícies que oscilam entre pintura e escultura. Essas obras expandem o entendimento convencional da pintura ao explorar leveza, transparência e movimento, resultado de anos de experimentação da artista.


A artista passou uma temporada em São Paulo e produziu novas obras para a exposição, organizada pelo auroras em colaboração com a Ortuzar gallery, que a representa internacionalmente.

Suzanne Jackson’s first exhibition in Brazil brings together a thoughtful selection of works spanning more than five decades. Since the late 1960s, Suzanne Jackson has developed a practice that moves between painting, drawing, poetry, and dance, weaving together memory, spirituality and everyday experience. Her recent production, characterized by paintings in which pigments, fabrics, and translucent acrylic medium appear suspended in space, creating surfaces that hover between painting and sculpture. These works expand the conventional understanding of painting by exploring lightness, transparency, and movement, resulting from years of experimentation by the artist.

The artist spent a soujourn in São Paulo and made new works for the exhibition, which is organized by auroras in collaboration with Ortuzar, who represents Suzanne’s worldwide.

Harmony Hammond + Ivens Machado

A exposição Harmony Hammond + Ivens Machado no auroras propõe um diálogo inédito entre a obra de Ivens Machado (1942–2015), figura central da arte brasileira dos anos 70, 80 e 90, e Harmony Hammond (1944), artista, escritora e curadora independente estadunidense, pioneira do movimento feminista nos Estados Unidos no início dos anos 70. A mostra articula as fronteiras entre corpo, materialidade e política.

As obras reunidas – esculturas, pinturas, relevos e fotografias produzidas entre 1973 e 2023 – desafiam categorias formais e empregam elementos como concreto, ferro, gaze, latex e cera. Essas construções evidenciam a fisicalidade da matéria por meio de procedimentos incisivos, evocando a violência como operação tanto conceitual quanto visual. Enquanto Machado explora o corpo como território de tensões biológicas e materiais, Hammond atua na fricção entre processos visuais e militância política. Ambos abordam a vulnerabilidade do corpo humano e a instabilidade material, criando obras abstratas de aspectos ambíguos, entre a ferida e o curativo, a ruína e a construção.

Ao colocar esses dois artistas em diálogo, a mostra não apenas cria pontes entre geografias distintas, mas também evidencia a arte como ferramenta de ruptura e resistência. A exposição propõe um encontro possível entre corpos que, mesmo distantes no espaço, compartilham uma sensibilidade comum frente às estruturas de opressão.

A exposição é realizada em colaboração com as galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Alexander Gray Associates.

The exhibition Harmony Hammond + Ivens Machado at auroras proposes an unprecedented dialogue between the work of Ivens Machado (1942–2015), a central figure in Brazilian art of the ’70s, ’80s, and ’90s, and Harmony Hammond (1944), an American artist, writer, and independent curator, pioneer of the feminist movement in the United States in the early ’70s. The exhibition weaves together the boundaries between body, materiality, and politics.

The works on view—sculptures, paintings, reliefs, and photographs produced between 1973 and 2023—challenge formal categories and employ materials such as concrete, iron, gauze, latex, and wax. These constructions foreground the physicality of matter through incisive gestures, evoking violence as both a conceptual and visual operation. While Machado explores the body as a site of biological and material tension, Hammond works in the friction between visual processes and political militancy. Both artists address the vulnerability of the human body and the instability of materials, creating abstract works of ambiguous nature—between wound and dressing, ruin and construction.

By bringing these two artists into dialogue, the exhibition not only builds bridges across distant geographies, but also underscores art as a tool for rupture and resistance. It proposes a possible encounter between bodies that, although far apart in space, share a common sensibility in the face of oppressive structures.

The exhibition is presented in collaboration with the galleries Fortes D’Aloia & Gabriel and Alexander Gray Associates.

LABMOVEL

Labmovel leva ao centro de São Paulo o projeto de realidade aumentada Narrative Navigation. Trata-se de um projeto colaborativo de Sander Veenhof e Pixel, no qual podemos criar narrativas sobre pontos da cidade com o uso de um celular, misturando dados históricos e ficção.  O evento ocorreu na Praça Dom José Gaspar, atrás da Biblioteca Mário de Andrade no último domingo (15).

2012 ZERO1 Biennial

A great pleasure to work with Jaime Austin, Dooeun Choi, Michelle Kasprzak and Regina Möller in the collaborative curation of the 2012 ZERO1 Biennial in San Jose, CA. Besides the main exhibition, the project also included activating underutilized spaces in downtown San Jose’s SoFA District. The ZERO1 Emerging Artist Network was a series of calls for California based emerging artists for projects to be featured in the weekend-long outdoor exhibition during the opening weekend of the ZERO1 Biennial.